quinta-feira, julho 31, 2014

Como se faz... peixe em conserva?


Segundo o RIISPOA Art. 449 - Pescado em conserva é o produto elaborado com pescado íntegro, podendo ser adicionar outros produtos como: azeite ou óleo comestível, molho, vinho branco etc.
      Um dos principais objetivos de se utilizar o pescado em conserva é que tempo de conservação (um produto enlatado e fechado pode durar até 4 anos sem adição de qualquer aditivo, apenas com o processamento térmico), praticidade no manuseio, facilidade de transporte e preços mais competitivos no mercado.

        Aqui no Brasil, as espécies em conserva que mais se destacam são a sardinha e o atum, segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA, 2011). 
     A sardinha é a espécie mais capturada na costa brasileira, ela abastece o mercado interno e externo, exportando para mais de 25 países. Nos períodos de defeso - 01 de novembro a 15 de fevereiro e de 15 de junho a 31 de julho (IBAMA) - a sardinha é importada do Marrocos e Venezuela para atender o mercado interno. A sardinha representa 70% do lucro das empresas de beneficiamento e além de tudo é opção viável a todos os consumidores, principalmente os oriundos da classe D e E, devido ao preço bem acessível.

 
    Uma outra alternativa é a utilização de peixes nacionais de água doce. Uma pesquisa desenvolvida pela pesquisadora Renata Torrezan da Embrapa - Agroindústria de Alimentos, utiliza o peixe Cachapinta (cruzamento do Cachara com o Pintado) na elaboração de conservas.

  O vídeo abaixo mostra como é feito o processamento do Cachapinta. E de quebra tem eu, a autora desse blog como figurante. A matéria foi gravada na unidade da Embrapa Agroindústria de Alimentos e foi ao ar no final do ano passado, no Canal Rural.




quarta-feira, julho 23, 2014

A autora

Trabalho na confeitaria
   Meu nome é Ligia Góes, sou carioca. Graduada pela UFRRJ  em Zootecnia, que de modo geral, estuda a produção de alimentos de origem animal, assim como o bem estar e a nutrição dos animais. Curso pelo qual me encantei, mas foi dentro da Zootecnia que descobri minha paixão pelo processamento de alimentos. Após minha graduação (2010), fiz uma especialização em MBA em
Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos. Durante os estudos, estagiei e trabalhei como Gestora em uma confeitaria no Centro do Rio, onde fazia o controle de qualidade dos produtos, treinamento de funcionários, organização de estoque, elaboração de POPs e digitalização de dados assim como as fichas técnicas.

  Durante esse período da especialização, em 2011, criei o blog Do Campo à Mesa, unindo os  conhecimentos que adquiri com a Zootecnia com a Ciência de Alimentos. Com o blog vi a oportunidade e a necessidade que eu tinha em informar as pessoas sobre a fabricação de alimentos, comentar algumas curiosidades, desvendar alguns boatos e mitos, levar o conhecimento e a importância da segurança e dos cuidados com os alimentos, dar importância à segurança alimentar, sempre buscando fontes confiáveis, com respaldo científico, para que o leitor tenha confiança no que está lendo.

  Foi assim que em 2013 entrei para o Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos, também pela UFRRJ, visando aprofundar meus conhecimentos e seguir na carreira acadêmica. 


Ministrando aula
Atualmente, minha pesquisa é desenvolvida na EMBRAPA Agroindústria de Alimentos, onde estou desenvolvendo um novo produto a base de pescado. Desde então tenho aprendido alguns tipos de processamento, ministrei uma aula durante o estágio em docência e sempre tento buscar um tempo para pesquisar para o blog.

  O Do Campo à Mesa tem crescido bastante desde a sua criação, hoje conta com um domínio próprio, fanpage no facebook e e-mail para contato. E o template, design, foto-montagens são desenvolvidos por mim, que tive que aprender a fazer sozinha através de muitos tutorias na internet.

  Meu objetivo é continuar informando a população com um conteúdo de qualidade, me aprimorando e ver o blog crescer ainda mais.

 E assim vou seguindo, pesquisando e escrevendo...

 Para saber mais sobre mim:
 Currículo Lattes



 
 

terça-feira, julho 08, 2014

Ovos de galinha marrons são mais nutritivos?

 
      No último fim de semana estava no hortifruti escolhendo batatas quando ouvi a conversa de uma cliente com um funcionário do local, que estava arrumando as caixas de ovos. Ela, a mãe, queria comprar ovos pro seu filho e afirmou ao funcionário que os ovos marrons eram melhores pras crianças (entende-se por mais nutritivo), o funcionário, claro, confirmou (já que o ovo marrom custa o dobro do branco). Eu, que estava bem do lado, não resisti, educadamente interrompi a moça e disse que ovos são todos iguais independente da casca. E ela me perguntou então porquê então existe ovo branco e ovo marrom? E eu respondi:

    "As diferentes cores da casca está relacionado apenas com a raça da galinha e isso não interfere no valor nutricional do ovo, que é padrão" (tendo apenas uma diferença na quantidade de beta-caroteno, que é maior nas criações caseiras ou orgânicas). 

   E ela ainda me perguntou, mas porquê esses são mais caros?

   "Os ovos marrons são mais caros pois  o tipo da galinha que os põe, são maiores e consome mais ração".

   Ela então se convenceu, deixou os ovos marrons na prateleira e pegou os brancos e ainda me recomendou que eu tomasse cuidado para que os funcionários do hortifruti não me expulsassem! rs

   A questão é derrubar esse mito bobo de que cor da casca do ovo indica o valor nutricional sendo um dos motivos para custar o dobro do outro,  podendo comprar ovos mais baratos e com o mesmo valor nutricional é mais válido, mas é claro, vai do gosto de cada um.


Fonte:


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