quarta-feira, julho 06, 2011

O mito do leite reprocessado

   Alguém já deve ter ouvido falar do leite de caixinha que não é vendido volta para a fábrica para ser reprocessado e ainda que o número que aparece em baixo refere - se o número de vezes que isso ocorreu. Esses equívocos andou circulando pela internet por um tempo e era possível ouvir tal fato até mesmo em supermercados.

  Tal informação é definitivamente inviável primeiramente por ser algo caro para as empresas de leite, pois gastaria-se muito em ter que recolher todo o leite não vendido de todas as lojas, levá-los de volta às usinas de beneficiamento, abrir as caixas, reprocessá-los e ainda sim reembalá -los. 
  
  Segundo, O DIPOA (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal) esclarece que o reprocessamento térmico do leite é proibido pelo Artigo 517 § 7º do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem (RIISPOA), aprovado pelo Decreto no 30.691 de 29 de março de 1952. 

   Por fim o reprocessamento do leite em caixinha tenderia a escurecer o produto, provocando uma "Caramelização", deixando o leite um pouquinho mais escuro que o leite normal.


   Já o número no fundo da caixa (que varia de 1 a 5) feito pelo fabricante Tetra Pak nada mais é o número da bobina no momento do corte da caixa.






  

Alimentos Minimamente Processados

    
    Eles estão presentes em feiras livres, mercados e em lojas sofisticadas há mais de 4 anos, e cada vez  mais vem ganhando espaço na mesa do consumidor devido a praticidade de preparo, frescor e redução de perdas. 

   Os alimentos Minimamente Processados são alimentos picados prontos para o consumo, surgiram a fim de  proporcionar ao consumidor um produto conveniente, muito parecido com o fresco e que mantém sua qualidade nutritiva e sensorial além também da redução do desperdício pós colheita, agregação de valor ao produto e melhor remuneração do setor. Vale lembrar que o preço desses produtos são 180% mais caros que os produtos a granel.


    Podemos encontrar esse tipo de alimento de forma bem diversificada como mostra a figura abaixo: 




  Após a colheita dos vegetais eles são encaminhados para o processamento como descrito abaixo:
  • Recepção (seleção, pesagem e classificação);  
  • Pré - resfriamento;
  • Limpeza e lavagem;
  • Sanificação e lavagem;
  • Incorporação de aditivos;
  • Centrifugação;
  • Mistura e montagem;
  • Embalagem.
    O controle microbiológico de produtos minimamente processados envolve vários fatores, destacando-se a qualidade da matéria-prima, condições de transporte, de processamento, de embalagem e de comercialização. Por isso, são necessários cuidados na higiene e na sanificação do ambiente, equipamentos e utensílios que entram em contato com os alimentos durante o processamento, desde o plantio até o consumo. 


   Esse tipo de alimento não possui uma legislação própria, sendo necessário adotar medidas de controle sanitário desses assim como: análise de controle e riscos, adoção de BPF (Boas Práticas de Fabricação), capacitação de profissionais da vigilância sanitária e inspeção.
   Portanto é necessário que, mesmo sendo produtos de pronto consumo, seja feita a higienização por parte dos consumidores a fim de se evitar uma contaminação por microrganismos.


Fonte: 
SILVA, M. P. da, ISHIHARA, Y. P. , SANTOS, K. K. L. Alimentos Minimamente Processados:        Uma breve revisão. 2006

 AQUINO, A. C. de. Controle de qualidade em frutas e hortaliças minimamente processadas.       
ANVISA
         
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

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